Eu tenho uma ileostomia
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Consulta com algo inesperado!!

Na quinta-feira seguinte a sair do hospital, era dia de consulta de acompanhamento... fiquei logo algo preocupado quando em vez de me mandarem entrar para a sala da consulta mandaram-me para a sala de tratamentos.... pensei que algo não estava bem! Deitei-me na marquesa e foi-me pedido para levantar a camisola e baixar uma pouco as calças. Pensei que até podia fazer sentido se o médico quisesse ver como estava o buraco, se bem que apenas uns dias antes tinha estado a olhar para ele e não havia problema nenhum!

Depois de me tirarem o penso e de limparem o buraco, o médico vira-se para a enfermeira e pede-lhe uma agulha e uma linha xpto e uma seringa com algo que vim a perceber mais tarde ser anestesia local. Mau pensei eu... que raio se vai passar aqui! Ao que lhe perguntei o que é que se estava a passar ao que ele me responde que no bloco quando me operou apenas havia linha de absorção rápida (utilizada para cirurgias estéticas) e que era necessário coser o interior do buraco para facilitar a cicatrização... Como é óbvio fiquei logo com o nervoso miudinho... como é possível um hospital não ter as linhas necessárias para uma cirurgia, e por causa disso ter de ser sujeito a mais este tormento???

O médico começou a dar pequenas picadas com a seringa da anestesia no rebordo da pele, mas no momento de cozer penso que de pouco ou nada serviu porque senti a agulha a entrar na carne tal como a linha a passar. Não sei se sem a anestesia teria sido pior mas senti bastante dor!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O fantasma continua a pairar

Hoje tive nova consulta com o Dr. L, a primeira coisa que disse é que parecia mais gordo... neste momento não é uma crítica mas sim um elogio.

Depois da conversa habitual de como se sentia e como tinha passado estes dias (no qual disse que não tinha voltado a ter febre!), fez-me uma apalpação à barriga.

Segundo ele, era impossível saber se todas as bactérias tinham morrido, e que o normal como qualquer abcesso é drenar-se o líquido e proceder-se a uma limpeza... no meu caso era mais complicado. Apesar de, segundo, ele se a febre voltar temos de fazer esse procedimento.... é bom que não volte, não quero ser cortado outra vez!

Retirou-me a Metoclopramida.... estou numa fase em que tudo o que me tire da minha zona de conforto me causa algum receio.... hoje ainda tomo, amanhã já não!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A Consulta

Mais tarde, fui novamente à consulta com o Dr. L. Foi tudo muito rápido, esteve a mostrar-me o TAC enquanto falava com o médico que o tinha feito. O resultado era uma bolsa de líquido infeccioso com cerca de 3cm que estava alojado num sítio não acessível sem ser de forma cirúrgica. Para tentar evitar ter de ir novamente à faca, a melhor opção é levar umas doses valentes de antibiótico na veia e esperar que passe. Para isso tenho de ficar novamente internado!!!!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mais complicações!!!

O dia estava a correr bem demais, dormi bem, comi um belo pequeno almoço, fui fazer uma caminhada (curta apenas 0,5km). Até que voltei a ter febre.... Depois do Dr. L ter pedido para ligar caso a febre voltasse lá teve de ser.
Tive de ir ao hospital para uma consulta de urgência onde me foi feito um exame à bolsa íleonal para ver como estava. A boa notícia é que a discência já estava quase fechada. Depois drenou algum líquido que ainda por lá estava e mandou-me fazer análises (que fiz de imediato!) e um TAC para amanhã de manhã. Pelo que me foi dito, no pior cenário, vou ter de ficar com dreno por uns tempos para drenar algum líquido infamatório que possa ter ficado do lado de fora da bolsa ileonal.

terça-feira, 22 de março de 2011

Uma possibilidade assustadora!!!

Na última consulta antes da cirurgia com o Dr. L, fez-me o tal exame para ver como estava o recto. E o resultado foi que tira de ser removido porque também estava cheio de pólipos....

Depois, como quem acabou de se lembrar, referiu-me a existência de casos em que não é possível fazer a construção da bolsa....isto implicaria que teria de ficar ostomizado o resto da vida!!! Esta possibilidade implicaria que toda a minha vida fosse dramaticamente alterada e teria de deixar de fazer muitas das coisa que mais prazer me dão.

Fiquei mais uma vez em estado de choque e perplexo por esta informação não me ter sido transmitida antes.... e apenas uma semana antes da cirurgia. Passei-me da cabeça!!!

Praguejei com o médico e disse-lhe que isso não podia acontecer! Que ele tinha de fazer todos os possíveis para que tudo corresse como combinado. E que tinha 33 anos, e que a minha vida não podia ficar tão perturbada.

Quando cheguei a casa falei com outro médico que me disse que isso era uma situação remota e que realmente podia acontecer mas em casos muitos específicos e que na opinião dele eu não me enquadrava.

Fiquei mais descansado mas não totalmente! Cheguei a pensar em cancelar tudo e aguentar mais uns anos...

Descoordenação preocupante

Marquei a consulta de anestesia para o mesmo dia que a última consulta de cirurgia (hospitais causam-me alguma urticária e quanto menos vezes lá for melhor!!!) as mesma onde me ia ser feito o último exame que faltava.

Fiquei preocupado com a descoordenação entre a Dra. de anestesia e o Dr. L até porque ele disse-me claramente que era necessário preparação prévia... quando minutos antes tinha ouvido o contrário... no mínimo estranho!!!

A preparação era Klean-prep.... mais uma vez!!! E não comer nada no dia da cirurgia....

Consulta de anestesia...

Na consulta de anestesia (que se realiza sempre uma semana antes da cirurgia) a Dra. esteve a analisar todos os exames que tinha e disse-me que já tinha tudo e que não havia qualquer problema do ponto de vista da anestesia.

Disse-me também que não seria necessário qualquer preparação para a cirurgia (o que achei estranho).

sexta-feira, 11 de março de 2011

Uma consulta estranha!!!

No dia marcado fui à consulta com o especialista em estudos genéticos de situações destas (Dr. P de ora avante) também ele do IPO de Lisboa.

Começou por ver os meus exames e disse o mesmo que todos os outros, que tinha de ser operado e que ia ficar tudo bem. Depois contou uma história que era basicamente a história de Cegonha contada a crianças de 5 anos. E com isso chegar ao ponto em que possivelmente um gene tinha rebentado em mim, visto que aparentemente não havia antecedentes familiares de poliposes multiplas.

Depois foi bastante evazivo em relação à cirurugia e irritadiço o que levou a terminar a consulta de imediato terminado com: BOA SORTE!!!

Esta última afirmação deixou-me preplexo, porque se é coisa que não tenho é sorte. O pouco que tenho é fruto de trabalho e não de sorte. E num momento destes precisar de sorte.... estou tramado!

É curioso que médicos, supostamente, conceituados tenham de desejar sorte aos seus doentes. O resultado das suas intervenções depende da sua competência acima de tudo e da vontade do doente em ficar curado (efeito placebo).