Eu tenho uma ileostomia
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domingo, 11 de setembro de 2011

O TAC correu bem...

Lá fui eu fazer outro TAC! Este era diferente havia a esperança que a discência estivesse fechada e a ansiedade era mais que muita. O Dr. L tinha dito na consulta anterior que lhe parecia que desta é que era mas apenas podia ser confirmado pelo TAC... este TAC que ia fazer agora.

O contraste inicialmente descia muito bem no início mas no final do litro.... já custava tal era a vontade de entrar para dentro da sala e fazer o exame. Ainda não tinha terminado o líquido de sabor a anis, já o estava a sentir no saco...estava na hora!

O exame decorreu normalmente, deitar na bandeja da máquina lá veio a enfermeira que me puncionou uma veia (não sei porquê, até porque não serviu para nada!) e depois veio o Dr. RL, o mesmo que já me tinha feito vários TACs e que sabia exactamente qual era o meu problema. Enfiou um tubo com contraste no ramo descendente do estoma onde injectou contraste e disse-me para aguentar... e foi para o controlo da máquina. Para cima, para baixo, para trás e para a frente lá ando eu na bandeja! Depois lá veio a enfermeira e disse que já estava terminado. Tiram-me os tubos, mandaram-me vestir e deixaram-me ir com a frase enigmática... "o Dr já vai falar consigo!".

Já lá fora a espera não foi muita mas pareceu uma eternidade, tal era a ansiedade e o medo que ainda não fosse desta.

O Dr lá aparece com um ar sorridente e diz "está tudo bem, pelo que me é dado ver o problema está resolvido" e dá-me um valente aperto de mão! Depois disso eu e a Maf abraçamo-nos com toda a força de felicidade, foi um momento muito emotivo mas não era para menos.

Agora era esperar pela consulta com o Dr. L para se marcar a nova intervenção.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mais complicações!!!

O dia estava a correr bem demais, dormi bem, comi um belo pequeno almoço, fui fazer uma caminhada (curta apenas 0,5km). Até que voltei a ter febre.... Depois do Dr. L ter pedido para ligar caso a febre voltasse lá teve de ser.
Tive de ir ao hospital para uma consulta de urgência onde me foi feito um exame à bolsa íleonal para ver como estava. A boa notícia é que a discência já estava quase fechada. Depois drenou algum líquido que ainda por lá estava e mandou-me fazer análises (que fiz de imediato!) e um TAC para amanhã de manhã. Pelo que me foi dito, no pior cenário, vou ter de ficar com dreno por uns tempos para drenar algum líquido infamatório que possa ter ficado do lado de fora da bolsa ileonal.

domingo, 3 de abril de 2011

O choque da realidade...

Quanto mais perto estávamos das 48 horas após a cirurgia, mais ia tomando contacto com a realidade. Foi quando o Dr. L foi falar comigo sobre como tinha corrido a cirurgia... foi um choque! Foi quando soube que tinha uma discência (ruptura) na bolsa ileonal com cerca de 0,5 centímetros. Parece pequeno mas, segundo o Dr., era o suficiente para que o processo de recuperação demorasse perto de 1 ano!!!

Para mim isto era impensável... sem saber como nem porquê, tinha passado de um período de recuperação de 2 meses para 1 ano! Fiquei a saber que afinal que tinham ficado algumas análises por fazer antes da primeira cirurgia e que eram preponderantes para que tudo corresse bem... segundo o Dr. L estava com bom aspecto e não indicava qualquer carência a nível proteico. O que era completamente errado.... estava com os níveis de sais minerais e de proteínas (para não falar no ferro!) completamente em baixo, contribuindo de forma decisiva para que a bolsa tivesse problemas de cicatrização.

Foi um choque.... eu estava completamente mentalizado para 2 meses, nunca para 1 ano! Fartei-me de chorar, esta notícia arruína 1 ano inteiro da minha vida... todos os planos que tinha feito estavam irremediavelmente comprometidos...

Foi um momento extremamente complicado, tal forma que a médica de serviço apercebendo-se do meu estado, veio falar comigo para me acalmar.

Quase que conseguiu... a ideia de 1 ano ostomizado era verdadeiramente assustadora.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Regresso ao bloco operatório...

Nessa mesma manhã foi-me feito uma ecografia para ver a extensão dos estragos da noite anterior. Por decisão de ambos os médicos (Dr. L e o médico de prevenção da UCI) o regresso ao bloco operatório era a melhor opção.

Nessa mesma tarde fui novamente operado onde limparam todo o líquido ainda acumulado bem como verificaram o estado da bolsa ileonal.

Para mim nova cirurgia, nova epidoral... tudo de novo como à 3 dias atrás.